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Sintetizador no videogame: a saga dos synths virtuais da Korg nos consoles portáteis da Nintendo

Música e games são paixões que carrego comigo desde a infância. Tocar um instrumento musical favorito e passar horas em um game sensacional são duas atividades extremamente felizes! Sendo mais específico: na música, me apaixonei pelos sintetizadores, esses instrumentos eletrônicos incríveis, capazes de criar e de deixar manipular, em tempo real, sons totalmente originais. Já nos games, sempre tive uma queda pela Nintendo. Não é a tecnologia mais avançada, não são os melhores gráficos, mas geralmente é uma das melhores experiências possíveis com um videogame.

Quando falamos em Nintendo, pensamos no Super Nintendo, no Wii e outros consoles de mesa clássicos. Porém, foram os portáteis que sempre chamaram mais a minha atenção. A cada modelo de Gameboy, clássico dos anos 90, que via desfilando pela escola, mais impressionado e interessando ficava com a possibilidade de “jogar em qualquer lugar” e de “carregar o videogame comigo”.

Com todas as suas versões vendendo quase 120 milhões de unidades no mundo, o Gameboy seria superado como o portátil mais popular do mundo por outro fenômeno, também da Nintendo: o Nintendo DS. Com seu design de duas telas, uma delas touch, grande catálogo de games e integração com a internet, todos os modelos da linha DS venderam mais de 150 milhões de unidades.

E foi com o Nintendo DS que vi, pela primeira vez, o encontro dos sintetizadores com o console portátil: a Korg lançou, em 2008, o Korg DS-10 para o Nintendo DS, um software de criação musical baseado nos clássicos synths analógicos da linha MS, como o MS-10 e o MS-20.

Korg DS-10 no Nintendo DS Lite

E o DS-10 chegava com recursos e interface prontos para derreter a cabeça de qualquer nerd musical, como eu! Dois sintetizadores independentes e quatro timbres de percussão, também criados no synth. Mixer, efeitos, um sequenciador que pode ser programado via piano roll, teclado virtual ou através de uma espécie de Kaoss Pad. Tudo isso, controlado com a canetinha stylus do DS!

O Nintendo DS não é exatamente o console que te entrega o áudio mais cristalino do mundo e essa “imperfeição” pode até ter contribuído na sonoridade do DS-10, que apresenta um som mais lofi, mais distorcido, etc.

Em 2011, a Korg lançou o M01, a versão do Korg M1 para o DS. A ideia aqui é mais a de criar músicas com os icônicos sons do M1. A edição dos parâmetros é limitada e a sonoridade, por se tratar de amostras, é bastante datada.

Em 2014, a Korg trouxe a evolução do DS-10, agora para os modelos 3DS: o Korg DSN-12 é a releitura do DS-10 em um console portátil com mais processamento e recursos de tela 3D.

Korg DSN-12 no 3DS: synths baseados na linha MS e osciloscópio 3D

No lugar das 2 tracks de synth e 4 de instrumentos de percussão, temos 12 tracks que podem ser utilizadas com o tipo de timbre que o usuário desejar. Além disso, o DSN-12 oferece um osciloscópio 3D, que dá um visual único ao processo de criação de timbres e ideias musicais no título.

E quando parecia que essas iniciativas de synths em consoles portáteis estavam restritas ao Nintendo DS, em 2018, do nada absoluto , a Korg apresentou o Korg Gadget para o Nintendo Switch. Talvez ele seja até hoje um dos únicos títulos musicais na plataforma.

Korg Gadget no Nintendo Switch

E a versão do Gadget no switch é incrível: uma grande coleção de synths e drum machines e ótima integração entre o hardware e a experiência do usuário.

Se você possui algum console da família DS ou um Nintendo Switch, dê uma chance para um desses títulos da Korg! Você irá se surpreender com a experiência de uso e verá como pode ser divertido explorar e tocar synths no seu videogame!

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Um novo espaço para outros assuntos

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Escrevendo o MusicApps há 4 anos, é claro que, em diversos momentos, quis falar sobre outros assuntos diferentes de música em iPads e iPhones. Isto acabou ficando claro em muitos posts trazendo reviews de sintetizadores (físicos), alguns nem tão portáteis assim. Por conta dessa vontade de expandir os temas, praticamente removendo qualquer limite, decidi começar este blog.

Se você nunca leu o MusicApps, seria falta de educação da minha parte não me apresentar. Sou jornalista por formação, músico por paixão e completamente envolvido com tecnologia porque a vida quis assim. Toco ao vivo com a banda usando somente instrumentos virtuais, mas em casa gosto de ter por perto sintetizadores analógicos. Adoro synths, mas também toco flauta transversal. Eu leio várias vezes manuais de instrução de tudo que compro. E leio algumas os das coisas que eu não compro. Usei iPhone por anos, falo quase sempre sobre música no iOS, mas atualmente uso um smartphone Android. E ele também está começando a me irritar.

Por aqui falarei sobre música e tecnologia, mas também escreverei sobre música sem tecnologia. Vou falar muito de sintetizadores. Afinal, eles são tão legais que poderia passar a vida só falando deles. Acabo respirando tecnologia. Como parte razoável do mundo, passo meus dias cercado por computadores, tablets e smartphones. Então, obviamente estes também estarão em pauta.

Sintetizadores são legais.

Sintetizadores são legais.

E, saindo um pouco da música (e da tecnologia), por que não comentar qualquer coisa interessante (no meu ponto de vista) do cotidiano? Enfim, o que não couber no MusicApps, estará aqui. Assim como foi com o MA, não começo este blog pensando em quem irá ler. Sendo um pouco egoísta e bastante sincero, o que motiva é a vontade imensa de escrever e contar tudo que descubro e considero interessante.  Algo poderá ser útil para outras pessoas. Ou não.

O MusicApps me levou a conhecer lugares e pessoas incríveis! Quem sabe não tenho a mesma sorte por aqui! Seja bem-vindo(a)!

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