Já está disponível em todas as lojas/ferramentas de streaming o meu novo álbum “Synth Jams III“! Trata-se de uma compilação de faixas criadas a partir de Synth Jams gravadas ao longo dos últimos dois anos. O resultado é sempre o áudio de uma gravação ao vivo, na maioria das vezes utilizando somente sintetizadores, efeitos e sequenciadores MIDI.
Se você já faz ou pretende fazer música com o computador ou com algum dispositivo móvel, como tablet ou smartphone, algo fundamental é um bom teclado controlador. E se a ideia for produzir em qualquer lugar, quanto mais compacto, mais fácil de transportar e mais simples de utilizar, melhor. Por isso, hoje eu vou falar do Arturia Microlab, um controlador que tem todas essas características e ainda outros detalhes de teclas e construção, que vale muito observar!
Especificações Microlab
O Arturia Microlab é um teclado controlador USB super compacto, medindo apenas 41 x 13 cm, pesando 770 gramas. Ou seja, ideal para caber em qualquer mochila.
São 25 mini teclas sensíveis à velocidade, com o mesmo perfil das teclas de outros controladores maiores e mais caros da marca, como os da linha Keystep.
Do lado esquerdo, temos dois botões para transposição de oitavas, um botão shift para ativar diversas funções, como seleção de canal midi e modo acorde, além do botão hold, que sustenta as notas tocadas no momento.
Ha ainda os controles touch de pitch de modulação.
Design e recursos
A construção é de alta qualidade e o design foi elaborado com alguns detalhes que fazem a diferença na experiência de uso.
As laterais do microlab são de borracha, com o objetivo de dar maior proteção ao instrumento no transporte. E, nessa mesma estrutura, outra característica muito legal: o cabo USB fica preso ao teclado e pode ser destacado de acordo com a quantidade de cabo que você precisar usar. Isso deixa a mesa sem cabos soltos, o que é sensacional.
Depois de usar, é só prender o cabo da mesma maneira. O local em que o conector USB faz contato parece ter um imã, facilitando ainda mais essa organização.
Opinião
Na minha opinião, o microlab é a melhor opção compacta que já testei, com o foco em teclas, sem a necessidade de controles adicionais no controlador.
A facilidade de transporte, o design, a compatibilidade com computador e dispositivos móveis,inclusive com a alimentação via iPad e IPhone, somados à experiência da qualidade das teclas, fazem do microlab um controlador que dá gosto de tocar.
Então é isso! Esse foi o Review do Arturia microlab. Se você gostou, não deixe de curtir o vídeo, mandar seu comentário e se inscrever no canal. E, se considerar comprar o Arturia Microlab, acesse este link direto para a página do produto no site da Music Company Brasil. Comprando através deste link, você ajuda o canal por aqui!
Se você gosta de ouvir música com qualidade e se interessa por bons fones de ouvido, é provável que já tenha ouvido falar desse cara aqui, o Kuba Disco: um fone produzido no Brasil, com foco em qualidade sonora e durabilidade e que vem sendo muito elogiado em reviews de clientes e especialistas.
Por ser um fone feito à mão, por ter um visual diferente, bem bonito inclusive, sempre tive curiosidade para testar esse fone. Principalmente por conta de uma dúvida: será que o kuba disco é uma boa opção também para tocar instrumentos musicais? Se você quer saber todas as minha impressões sobre o kuba Disco, tanto para ouvir música, quanto para tocar instrumentos musicais, fica aí e acompanhe esse review que está começando!
Construção estrutura modular
O Kuba Disco é um fone over ear, ou seja, que cobre toda a orelha, com design fechado, o que garante maior isolamento dos ruídos externos.
O arco é de madeira, com essa espuma para maior conforto no contato com a cabeça. As conchas são de plástico e as almofadas são de tecido que imitam couro.
Nas conchas há um controle de intensidade de graves, que é bem interessante. Na posição central, o fone está mais flat. Quando se movimenta a alavanca para as extremidades, temos 3 níveis para incremento da intensidade de graves.
Para ouvir música, um leve deslocamento da posição central já foi suficiente para o que eu espero de graves em um fone deste tipo.
A conexão do fone se da através de um cabo com plug P3, com duas pontas P2 que se conectam às duas conchas. Esse cabo apresenta também microfone e controle de volume para iOS e Android.
E mesmo que você tenha um iPhone mais novo, já sem o jack P2, os controles do Kuba disco funcionam normalmente utilizando o adaptador lightning para P2 da Apple.
Uma coisa muito legal do Kuba Disco é o fato de ele ter uma espécie de projeto modular, que facilita bastante a manutenção e, de certa forma a customização. É possível substituir praticamente qualquer parte do fone, no caso de algum problema ou desgaste. E também é possível mudar um pouco suas características estéticas e sonoras, comprando um arco de material diferente, ou almofadas de camurça.
E isso tudo está disponível diretamente no site da Kuba Áudio.
Qualidade do som
Falando um pouco sobre qualidade sonora. E isso, para fones, é sempre bastante pessoal, como eu sempre sigo. Explicando o meu parâmetro: eu gosto de fones que não alterem muito as características originais do que estou ouvindo. Ou seja: nada de graves exagerados demais, por exemplo. E também acho fundamental conseguir ter clareza e definição das diferentes faixas de frequência, para identificar bem o que está acontecendo na música.
E a experiência com o Kuba disco foi exatamente essa: ambiência, definição , graves agradáveis e marcantes, característicos do design fechado, mas sem exageros. E com a possibilidade de intensificar esses graves manualmente, com as alavancas nas conchas, se você achar necessário.
Com instrumentos musicais
E por exatamente isso que falei, o Disco é um excelente fone pra monitorar instrumentos musicais! No caso dos teclados, por exemplo, é muito importante contar com um fone mais flat pra poder monitorar adequadamente. Nos sintetizadores, isso é fundamental pra criar e editar seus timbres, por exemplo.
Em quase 3 meses testando o Kuba Disco, experimente de tudo em relação aos instrumentos musicais: tocar e gravar timbres de piano, criar sons com synths, produzir música eletrônica, monitorar guitarra em amplificador, etc. E a performance do Disco me agradou bastante em todas as situações.
E disco se destacou também pela versatilidade. Em tempos de muito home office, usei o fone pra chamadas de áudio e vídeo, pra ouvir música enquanto trabalhava e ele foi uma excelente companhia nesses momentos. O isolamento dele para ruídos externos já é naturalmente muito bom, o que ajuda na concentração, por exemplo.
Pontos de atenção
Algumas observações importante do meu período de testes do Kuba Disco:
– Com as almofadas XL que chegam de fábrica, após muitas horas de uso, senti certo desconforto nas orelhas, precisando reposicionar as almofadas algumas vezes. A Kuba Audio menciona a disponibilidade das almofadas de camurça, que podem ser adquiri das separadamente e que devem apresentar mais conforto na longa utilização.
– O cabo que chega de fábrica é padrão da maioria dos fones de ouvido em relação ao comprimento (1,5 metro). Porém, para tocar instrumentos e se deslocar entre eles, principalmente teclados, isso pode ser um pouco curto. Um cabo mais longo talvez seja mais interessante.
Música e games são paixões que carrego comigo desde a infância. Tocar um instrumento musical favorito e passar horas em um game sensacional são duas atividades extremamente felizes! Sendo mais específico: na música, me apaixonei pelos sintetizadores, esses instrumentos eletrônicos incríveis, capazes de criar e de deixar manipular, em tempo real, sons totalmente originais. Já nos games, sempre tive uma queda pela Nintendo. Não é a tecnologia mais avançada, não são os melhores gráficos, mas geralmente é uma das melhores experiências possíveis com um videogame.
Quando falamos em Nintendo, pensamos no Super Nintendo, no Wii e outros consoles de mesa clássicos. Porém, foram os portáteis que sempre chamaram mais a minha atenção. A cada modelo de Gameboy, clássico dos anos 90, que via desfilando pela escola, mais impressionado e interessando ficava com a possibilidade de “jogar em qualquer lugar” e de “carregar o videogame comigo”.
Com todas as suas versões vendendo quase 120 milhões de unidades no mundo, o Gameboy seria superado como o portátil mais popular do mundo por outro fenômeno, também da Nintendo: o Nintendo DS. Com seu design de duas telas, uma delas touch, grande catálogo de games e integração com a internet, todos os modelos da linha DS venderam mais de 150 milhões de unidades.
E foi com o Nintendo DS que vi, pela primeira vez, o encontro dos sintetizadores com o console portátil: a Korg lançou, em 2008, o Korg DS-10 para o Nintendo DS, um software de criação musical baseado nos clássicos synths analógicos da linha MS, como o MS-10 e o MS-20.
Korg DS-10 no Nintendo DS Lite
E o DS-10 chegava com recursos e interface prontos para derreter a cabeça de qualquer nerd musical, como eu! Dois sintetizadores independentes e quatro timbres de percussão, também criados no synth. Mixer, efeitos, um sequenciador que pode ser programado via piano roll, teclado virtual ou através de uma espécie de Kaoss Pad. Tudo isso, controlado com a canetinha stylus do DS!
O Nintendo DS não é exatamente o console que te entrega o áudio mais cristalino do mundo e essa “imperfeição” pode até ter contribuído na sonoridade do DS-10, que apresenta um som mais lofi, mais distorcido, etc.
Em 2011, a Korg lançou o M01, a versão do Korg M1 para o DS. A ideia aqui é mais a de criar músicas com os icônicos sons do M1. A edição dos parâmetros é limitada e a sonoridade, por se tratar de amostras, é bastante datada.
Em 2014, a Korg trouxe a evolução do DS-10, agora para os modelos 3DS: o Korg DSN-12 é a releitura do DS-10 em um console portátil com mais processamento e recursos de tela 3D.
Korg DSN-12 no 3DS: synths baseados na linha MS e osciloscópio 3D
No lugar das 2 tracks de synth e 4 de instrumentos de percussão, temos 12 tracks que podem ser utilizadas com o tipo de timbre que o usuário desejar. Além disso, o DSN-12 oferece um osciloscópio 3D, que dá um visual único ao processo de criação de timbres e ideias musicais no título.
E quando parecia que essas iniciativas de synths em consoles portáteis estavam restritas ao Nintendo DS, em 2018, do nada absoluto , a Korg apresentou o Korg Gadget para o Nintendo Switch. Talvez ele seja até hoje um dos únicos títulos musicais na plataforma.
Korg Gadget no Nintendo Switch
E a versão do Gadget no switch é incrível: uma grande coleção de synths e drum machines e ótima integração entre o hardware e a experiência do usuário.
Se você possui algum console da família DS ou um Nintendo Switch, dê uma chance para um desses títulos da Korg! Você irá se surpreender com a experiência de uso e verá como pode ser divertido explorar e tocar synths no seu videogame!
Se tem um som que sempre esteve presente na memória e que sempre busquei reproduzir nos mais diferentes sintetizadores, ele é o dos strings e pads da década de 70, mais especificamente aqueles gerados pelos instrumentos conhecidos como String Machines.
Essas máquinas de strings tiveram grande relevância na década de 70 e início de 80 e depois foram engolidas pelos synths digitais, como o Yamaha DX7. Basicamente eram synths analógicos, bastante limitados, que de forma muito pouco realista, buscavam reproduzir os sons dos instrumentos de corda de uma orquestra.
O som cru, basicamente uma seleção de presets com timbres de ondas dente de serra e quadrada, eram bem sem vida e não tinham absolutamente nada de especial. Porém, mas coisas ficavam bem interessantes com a utilização de um chorus embutido, gerado por algumas linhas de delay BBD, criando uma modulação espacial muito distinta.
Arp Quartet, Solina e Roland Rs202 são alguns dos representantes famosos desses instrumentos, usados por grandes nomes do pop, rock e muitos outros estilos.
Apesar dos sons das strings machines terem ficado no coração e na memória de muitos, esses instrumentos sumiram do mercado e não foram mais lançados pelas principais empresas do setor. A chegada dos synths digitais, samplers e outros provavelmente explica essa descontinuidade. Esses instrumentos são capazes de criar strings de forma muito mais realista e mais barata também.
Nos virtuais, a string machine sempre esteve presente. Seja através da Gforce, da coleção da Arturia ou dos apps musicais para iPad, ter um pouco daqueles clássicos timbres ficou mais simples.
Mas, em 2014, a alemã Waldorf achou que seria uma boa ideia lançar a releitura de uma string machine para os dias atuais. No formato de um pequeno módulo, digital e com o foco de trazer de volta a sonoridade, mas sem clonar nenhum dos clássicos, surgiu a Streichfett.
A Streichfett não simula ou emula uma string machine específica. E nem tão analógica assim ela é capaz de soar. Porém, sua sonoridade é peculiar e versátil e o instrumento entrega muito em um formato tão compacto: são duas synth engines – string machine e um synth polifônico. As duas engines compartilham um reverb master excelente. A parte de strings tem um phaser dedicado, também excelente.
Este é meu teste da Streichfett tocando Bach, com as duas synth engines em ação!
A Streichfett é uma string machine que devo manter por aqui. E agora, sigo na expectativa da realização de um sonho: a Behringer está preparando um clone da ARP Solina. Compra absolutamente garantida.
Solina: recriação de string machine analógica clássica pela Behringer
Voltando a postar após algum tempo! Jam com o Sample & Hold do Sub 37, strings da Waldorf Streichfett e bateria da Elektron Cycles, mais recente por aqui e sensacional!
W800BT, W855BT e W830BT. Esses são os fones Bluetooth da Edifier que eu já mostrei aqui no canal. Como muitas pessoas perguntam sobre as diferenças entre eles e querem saber qual é o melhor, fiz esse vídeo comparativo!
Uma dica rápida sobre um pedal que utilizo todos os dias, o Zoom MS-70CDR. Compacto, pode ser alimentado via USB e traz uma grande coleção de efeitos de reverb, delay e chorus (e outras modulações). Excelente para Sintetizadores analógicos e digitais!
Ainda não havia comentado nada sobre o show do Camel que tive a oportunidade de assistir ao vivo no final do ano passado. Vários dos meus amigos sabem que esta é uma das minhas bandas favoritas. Ouço Camel há muito anos e, com o Raphael Rocha, Mário, Rodrigo e Mariana, tive a oportunidade de tocar as músicas da banda por um tempo em ensaios e shows, com a extinta Rajaz.
Andrew Latimer, líder da banda e um dos melhores guitarristas “melódicos” de todos os tempos, lutava há mais de uma década contra uma doença grave. Enquanto a Rajaz tocava por aí, eu me arrependia amargamente de não ter ido ao show do Camel em BH, alguns anos antes, e achava que não teria uma nova oportunidade, devido aos graves problemas de saúde do Andrew.
De toda forma, prometi mentalmente que se caso algum dia o Camel voltasse aos palcos, em qualquer lugar, eu estaria lá. Esta não poderia entrar na coleção de bandas fantásticas que jamais tive o privilégio de ouvir ao vivo.
Seguia lendo o site oficial do Camel, acompanhando atentamente os relatos de Susan Hoover, esposa e empresária de Latimer, sobre sua saúde, quando, em março de 2013, surgiu o anúncio de um show em outubro, no Barbican Centre, em Londres. Foi totalmente inesperado! Mais inesperado ainda foi o tema do show: iriam tocar o Snow Goose completo, álbum clássico da década de 70 e um dos meus favoritos!
Lembro que liguei para o meu irmão na mesma hora e falei: “O Camel voltou e vai tocar em outubro! Nós temos que ir!” O detalhe é que era em Londres. E eu nem sequer jamais havia ido até lá.
Havia prazo! Acabou que o show virou a nossa viagem de férias. Fizemos todo o planejamento para um período em Londres baseado na data do Camel. Compramos os ingressos pouco após o anúncio no site, ainda em março. Em questão de dias as entradas se esgotaram.
Durante meses, confesso que fiquei com medo da data ser cancelada. Temia pela saúde do Andrew e já estava com tudo comprado, reservado, etc.
Fomos à Londres. Enquanto fazíamos turismo, o Camel realizava outros shows no Reino Unido antes da volta aos palcos da capital. Vale observar que esta seria a primeira vez que a banda tocaria o Snow Goose inteiro ao vivo na cidade desde o show de 1975 no Royal Albert Hall.
Barbican Centre em Londres
Na segunda-feira, 28 de outubro, fomos ao show. O Barbican Centre, local do evento, é um centro de cultura absolutamente fantástico! Um complexo com teatros, cinemas, locais de exposição e muito mais. O teatro do show tinha ótima acústica e muito conforto, além de ser extremamente agradável aos olhos. Do nosso hotel para o Barbican foi necessário apenas um metrô (viva a Circle Line!) para chegarmos quase na porta do teatro.
Já dentro do prédio, próximo ao bar, uma pequena ilha vendendo material promocional do Camel. A vendedora era ilustre. Tratava-se de Susan Hoover, esposa de Andrew Latimer e grande colaboradora do Camel ao longo de todos estes anos. Além de camisas da banda, havia também disponível o CD trazendo a regravação do Snow Goose pela formação atual, que escuto agora ao escrever este texto e está sensacional.
Fomos para o teatro. Como já havia acontecido nos demais shows desta turnê, ao subir no palco, Latimer foi ovacionado por alguns minutos. Da formação atual, apenas Latimer e Colin Bass estavam presentes já na década de 70. Mesmo assim, Bass ainda não estava no grupo na época das gravações do Snow Goose. Nos teclados, o Camel contou com Jason Hart e Guy LeBlanc, que fizeram um ótimo trabalho para reproduzir os grandes solos e timbres de Peter Bardens, além de suprir de alguma forma a ausência da orquestra de Londres, presente no show de 1975 no Royal Albert Hall. O baterista Denis Clement também fez grande trabalho em seu instrumento, além de tocar baixo em algumas músicas.
O show foi dividido em duas partes. Na primeira, o Snow Goose na íntegra. Na segunda, músicas de épocas variadas, como Echoes e For Today. Confira o setlist completo.
Tantos anos depois, seria impossível não pensar nas seguintes perguntas: como estaria a técnica do Andrew Latimer após a doença? E sua voz? Será que a banda teria energia suficiente para um grande show?
Foi preciso chegar apenas à terceira música do setlist para termos certeza de que Andrew estava totalmente em forma, tanto na guitarra quanto na flauta. Confira o solo de Rhayader Goes To Town.
Vale destacar as mudanças em algumas faixas do Snow Goose. Novos trechos instrumentais foram adicionados e só valorizaram as belíssimas composições do álbum. Confesso que a primeira parte do show passou muito mais rápido do que eu gostaria. Assistiria e ouviria o mesmo mais algumas vezes, se fosse possível.
Na segunda parte, destaque para Echoes, executada com brilhantismo, Fox Hill, com grande performance de Colin Bass, e For Today, trazendo toda a emoção dos solos de guitarra de Latimer e a mensagem na letra totalmente relacionada a tudo que aconteceu com a banda com o passar do tempo.
Após longos aplausos da platéia, de pé, ao final de For Today, a banda voltou ao Palco para o bis. Lady Fantasy, um ícone do grupo, foi tocada de forma impecável.
Foram quase 2 horas e meia de show. Durante este tempo, tudo que eu conseguia pensar era como estava feliz por estar ali naquela noite e presenciar a volta de um grande músico aos palcos, tocando algumas de suas melhores composições com técnica e emoção, sempre características. Saí do Barbican certo de que, musicalmente, aquela havia sido a noite mais marcante da nossa excelente viagem à Londres e uma das mais especiais da minha vida. Promessa cumprida.
Agora é possível conferir este show incrível em DVD. A gravação foi feita na noite em que estávamos lá. Aliás, foi a única apresentação em Londres naquela turnê.