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Waldorf Streichfett: string machine e synth em formato super compacto

Se tem um som que sempre esteve presente na memória e que sempre busquei reproduzir nos mais diferentes sintetizadores, ele é o dos strings e pads da década de 70, mais especificamente aqueles gerados pelos instrumentos conhecidos como String Machines.

Essas máquinas de strings tiveram grande relevância na década de 70 e início de 80 e depois foram engolidas pelos synths digitais, como o Yamaha DX7. Basicamente eram synths analógicos, bastante limitados, que de forma muito pouco realista, buscavam reproduzir os sons dos instrumentos de corda de uma orquestra.

O som cru, basicamente uma seleção de presets com timbres de ondas dente de serra e quadrada, eram bem sem vida e não tinham absolutamente nada de especial. Porém, mas coisas ficavam bem interessantes com a utilização de um chorus embutido, gerado por algumas linhas de delay BBD, criando uma modulação espacial muito distinta.

Arp Quartet, Solina e Roland Rs202 são alguns dos representantes famosos desses instrumentos, usados por grandes nomes do pop, rock e muitos outros estilos.

Apesar dos sons das strings machines terem ficado no coração e na memória de muitos, esses instrumentos sumiram do mercado e não foram mais lançados pelas principais empresas do setor. A chegada dos synths digitais, samplers e outros provavelmente explica essa descontinuidade. Esses instrumentos são capazes de criar strings de forma muito mais realista e mais barata também.

Nos virtuais, a string machine sempre esteve presente. Seja através da Gforce, da coleção da Arturia ou dos apps musicais para iPad, ter um pouco daqueles clássicos timbres ficou mais simples.

Mas, em 2014, a alemã Waldorf achou que seria uma boa ideia lançar a releitura de uma string machine para os dias atuais. No formato de um pequeno módulo, digital e com o foco de trazer de volta a sonoridade, mas sem clonar nenhum dos clássicos, surgiu a Streichfett.

A Streichfett não simula ou emula uma string machine específica. E nem tão analógica assim ela é capaz de soar. Porém, sua sonoridade é peculiar e versátil e o instrumento entrega muito em um formato tão compacto: são duas synth engines – string machine e um synth polifônico. As duas engines compartilham um reverb master excelente. A parte de strings tem um phaser dedicado, também excelente.

Este é meu teste da Streichfett tocando Bach, com as duas synth engines em ação!

A Streichfett é uma string machine que devo manter por aqui. E agora, sigo na expectativa da realização de um sonho: a Behringer está preparando um clone da ARP Solina. Compra absolutamente garantida.

Solina: recriação de string machine analógica clássica pela Behringer
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