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Primeiros dias com o Spotify no Brasil

Há tempos aguardava a chegada do Spotify ao Brasil. Ele é um dos maiores serviços de streaming de música do mundo, com mais de 10 milhões de assinantes e 20 milhões de músicas de todos os estilos, de artistas famosos à bandas que ainda não possuem grande destaque. O Spotify já é uma realidade no Brasil e, assim como milhares de pessoas, já estou utilizando o serviço há cerca de uma semana.

Existem muitos posts na internet explicando a filosofia e o funcionamento do Spotify, mas gostaria de explorar outro aspecto por aqui. Na minha opinião, ao colocar mais de 20 milhões de músicas à disposição dos usuários, ele é um serviço que finalmente demonstra todo o poder e abrangência de um sistema de streaming e da ideia da nuvem.

Explico melhor. Como comentei em um post anterior, formatei meu Mac recentemente. Um dos meus HDs de backup tem uma pasta com mais de 400 GB de música. Já estava pronto para copiá-las novamente para o computador recém formatado, quando vi que o Spotify estava disponível no Brasil.

Foi quando me lembrei um pouco das minhas experiências recentes ouvindo música com o iTunes e a minha coleção. Estava quase sempre ouvindo as mesmas coisas, mesmo tendo uma quantidade imensa de músicas. Quase sempre me achava procurando algumas coisas diferentes em diversos sites como Grooveshark, SoundCloud e o próprio Youtube. Mas confesso que não tenho muita paciência para buscas frustradas, eventual baixa qualidade, etc.

Será que eu precisava mesmo de 400 GB de música novamente em meu computador? Decidi adiar a recuperação da coleção e começar a utilizar somente o Spotify por algum tempo.

A experiência tem sido incrível. Além de ter conseguido encontrar praticamente tudo que procurei por lá, ainda fui surpreendido com versões raras de músicas que gostava e álbuns de luxo dos meus artistas favoritos. Discografias completas e tudo com qualidade excelente.

E vale dizer: tudo isso está disponível em praticamente todos os dispositivos que utilizo: iPod Touch, Smartphone, Mac e iPad. E, em qualquer um deles, o Spotify se comporta praticamente como um music player nativo.

Por fim, é importante voltar a algo que disse no início deste texto. Falava que estava ouvindo sempre as mesmas coisas no iTunes, ou acabava procurando algo novo em outros locais. O sistema do Spotify para isto é simplesmente genial. Além de oferecer playlists temáticas, dependendo do dia da semana ou da hora que você entra no aplicativo, há um excelente recurso de recomendação, que indica artistas e músicas compatíveis com seu gosto, independentemente de serem consagrados ou não.

O Spotify é gratuito e ilimitado. Querendo utilizá-lo desta maneira, só é preciso conviver com pequenos comerciais entre algumas músicas. Porém, há um plano de assinatura pago, custando cerca de 14 reais por mês. Com ele, nada de propagandas e o usuário passa a contar com a possibilidade de baixar qualquer música em alta qualidade para quando estiver offline, além de poder usufruir sempre de streaming em altíssima qualidade.  Por falar em streaming, ele funciona muito bem também com a conexão 3g. É possível experimentar a versão paga por 30 dias.

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Relato de morte e ressurreição de um iMac musical

iMac

Quando comprei meu primeiro iMac, em meados de 2010 (assim como diz seu modelo), fiquei muito impressionado. O computador não travava, era rápido, iniciava em segundos. Para a época, era um bom processador: i5, com dois núcleos. A memória RAM era modesta, apenas 4GB, e o HD, apenas o suficiente, com seus 500GB.

Do lado musical, instalei o Logic Pro, GarageBand, além de vários instrumentos virtuais. Também experimentei gravar e editar vídeos com o Premiere e iMovie. Foram vários meses de muita alegria.

Então, a partir de 2011, comecei a presenciar o surgimento de novas versões do OS X, o sistema operacional do Mac. Minha versão era a Snow Leopard (2.6), já bastante bonita. Ainda lembro feliz da primeira vez que liguei o iMac e fui recepcionado por um vídeo com “bem-vindo” em diversos idiomas.

Mas, como dizia, a Apple começou a apresentar novas versões. Cada uma mais bonita e com mais recursos que a anterior, como era de se esperar. Se não me engano, cheguei a pagar por uma das atualizações, mas o valor era bem baixo, se comparado ao praticado em uma atualização de Windows, por exemplo.

Lion, Mountain Lion e o iMac ficava cada vez mais bonito e conectado em redes sociais, sistemas de notificação e sincronização. Meu iMac de meados de 2010 continuava na lista de compatibilidade das novas versões e eu, é claro, fui instalando as novidades assim que elas eram anunciadas. Afinal, o Mac é um computador próprio para multimídia e prioriza a experiência do usuário.

Porém, fui percebendo que o leão da montanha era mais pesado e faminto que o leão comum e seu amigo leopardo das neves. A memória RAM parecia sempre mais ocupada, assim como o processador. Nos softwares de áudio, trabalhar com a mesma baixa latência de antes começou a ficar difícil usando mais de dois ou três instrumentos virtuais.  A edição de vídeo começava a ficar ainda mais penosa e, na App Store, eu já ficava sempre procurando por apps que podiam melhorar o desempenho, liberar memória, etc. A gente gosta de se enganar um pouco.

Levando em consideração a vida útil do meu Macbook branco, comprado em 2008, já sabia que o normal seria que o iMac durasse alguns anos e funcionando muito bem. Mas, em 2013, a Apple apresentou o OS X Mavericks, o melhor OS X de todos os tempos, com ainda mais recursos, com otimização de processamento e memória. E eu, mais uma vez, desculpem o trocadilho, entrei na onda. Eu sei, deveria ter sido mais cauteloso.

Foi nessa atualização que não pude mais continuar me enganando. Meu iMac estava pior. A memória RAM, já expandida para 8gb, ficava bastante ocupada mesmo sem estar rodar praticamente nada no computador (pelo menos que eu visse ou quisesse). Todas as tarefas comuns ficaram mais lentas. Mas o pesadelo de verdade ficou por conta dos softwares de áudio e vídeo.

O novo GarageBand é lindo, mas apresentou milhares de problemas de áudio. Dropouts a todo momento e nem mesmo há possibilidade de aumento de buffer para incrementar a latência e amenizar a situação.

No Logic Pro, a latência, que costumava ser de 5ms, teve que ser fixada em quase 15ms para evitar problemas no áudio. Mesmo assim, em alguns momentos, o processador apresentava picos de 99 e 100%, impedindo qualquer gravação com o mínimo de tranquilidade.

Um ano antes, gravava meus vídeos em HD usando uma webcam Logitech, ou capturando a tela do Mac com o ScreenFlow. Gravava… Com o Mavericks, a gravação de vídeo virou uma tortura. Com o ScreenFlow, travamentos. Com a webcam, áudio e vídeo fora de sincronia.

Para piorar um pouco mais, assistir vídeos no YouTube usando o Chorme também passou a ser um problema. Dropouts no áudio enquanto o vídeo passava.

Fiz o que pude. Acessei dezenas de fóruns. Deveria existir solução para esses problemas. Porém, o que descobri foi muita gente na mesma situação, em diversas partes do mundo. Pessoas questionando como uma atualização de software poderia piorar tanto a performance de determinados Macs (na lista de compatibilidade) e ninguém fazer nada a respeito.

Atualizei o Mavericks algumas vezes e não percebi nenhuma melhora significativa. Neste final de semana passado, agora em junho de 2014, resolvi que não dava mais e era hora de ressuscitar o iMac.

Fui até o local onde ainda guardava a sua caixa, localizei os DVDs de instalação do Snow Leopard. Fiz backup de mais de 500 gb de documentos e arquivos pessoais, usando 2 HDs externos para maior garantia.

Fiquei cerca de 10 horas trabalhando no iMac: fazendo backup, formatando, instalando o sistema operacional de fábrica e, por fim, tentando colocar de volta nele tudo aquilo que uso com frequência.

O mais curioso nesta história?  Quando optei por formatar o iMac, fiz planos de reinstalar a versão Snow Leopard e ir atualizando até a Mountain Lion, a última que ainda me trazia alguma lembrança positiva na execução das tarefas mais importantes. Mas, logo após instalar os primeiros softwares de áudio e vídeo, decidi testá-los no Snow Leopard. A performance foi espetacular. Baixíssima latência, nenhum travamento, baixo consumo de memória RAM e processamento estável.

Então, resolvi tentar colocar tudo que usava no iMac com Snow Leopard e analisar aquilo que perderia visando garantir uma boa performance. Instalei o Logic Pro, o Reason 7 (o mais atual), o Premiere, ScreenFlow, etc. Tive problemas apenas com o software de streaming de vídeo, o WireCast. A versão mais atual funciona apenas a partir do Lion. Porém, localizei uma versão anterior  compatível e apresentando tudo aquilo que eu utilizava.

Quando já estava tudo instalado e devidamente configurado, olhei para a tela do iMac e tive uma sensação estranha e agradável, ao mesmo tempo. Ele estava bastante estático. Nada acontecia na tela se eu não interagisse com o computador. E aí, me lembrei o que estava acontecendo no Mavericks e outras versões mais recentes: 487274 notificações de 297482763 apps diferentes surgindo a todo momento, com 77276473 atualizações de software aparecendo todos os dias. Não ver mais nada daquilo me deu tranquilidade e paz.

Não me entenda de forma errada. É um iMac de trabalho. Nada contra as redes sociais e a integração de sistemas operacionais com as mesmas. Nada contra o sistema da App Store que revolucionou a maneira como compramos software. Mas tudo a favor de poder focar naquilo que preciso fazer e de ter um sistema concentrando recursos nas atividades realmente importantes, em vez de perder tempo com tarefas desnecessárias no momento.

Resultado? Fiquei no Snow Leopard. Ele não é o melhor sistema operacional feito para computadores Mac, mas ele é o melhor para o meu iMac de meados de 2010, que precisa fazer tudo aquilo que faço com ele. Meu iMac permanecerá no Snow Leopard até o surgimento de algo importante que realmente não possa fazer nele. Aí, poderei pensar no… Lion.

Enquanto este dia não chega, irei continuar usufruindo de um computador rápido, versátil e musical, trabalhando áudio com baixíssima latência, gravando e editando meus modestos vídeos.

E qual é a dica mais importante deste texto? Que algumas vezes menos é mais? Também. Mas, se você tem um Mac, principalmente os adquiridos até 2011, guarde os DVDs de instalação com a sua vida. Sem eles, nada que fiz seria possível e dependeria da Apple para me fornecer uma instalação compatível com o modelo.

Para quem se interessar, aí estão os 7 passos para a felicidade no processo de formatação e reinstalação do OS X de fábrica:

1- Se seu Mac foi adquirido após 2011, verifique na internet se o modelo não possui o recurso Internet Recovery. Isto dispensa o uso dos DVDs de instalação e ameniza a dor do processo.

2- Faça backup de todos os seus arquivos importantes. Na biblioteca do iPhoto, clique com o botão direito, selecione “exibir conteúdo do pacote” e copie as imagens contidas na pasta Masters (ou Originals). Ela contém os arquivos de imagem originais. Tê-los é garantia que uma versão anterior do iPhoto não irá complicar a sua vida.

3- Pratique o amor e faça backups idênticos em 2 HDs externos, pelo menos.

4- Reinicie o Mac, com o DVD de instalação inserido, pressionando no teclado a tecla C.

5- Após o carregamento do sistema de instalação, selecione no Menu superior o Utilitário de Disco. Localize seu HD atual, apague e formate usando o formato sugerido (Mac Cronológico).

6- Encerre o utilitário de disco e siga as instruções do instalador do OS X.

7- ATENÇÃO. Ao final da instalação, após reiniciar seu Mac, talvez você queira instalar novamente os apps da versão antiga da suíte iLife (11), que não mais pode ser encontrada na App Store, mas que está no segundo DVD que vem de fábrica com iMacs e Macbooks. Porém, provavelmente a instalação irá falhar por um “motivo desconhecido” (há algo mais Windows que isto?). O motivo desconhecido, neste caso, é uma espécie de certificado de data que parece não estar mais válido atualmente. Volte a data do seu Mac para o ano em que você realizou a compra e rode a instalação novamente. Irá funcionar perfeitamente.

 

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Um novo espaço para outros assuntos

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Escrevendo o MusicApps há 4 anos, é claro que, em diversos momentos, quis falar sobre outros assuntos diferentes de música em iPads e iPhones. Isto acabou ficando claro em muitos posts trazendo reviews de sintetizadores (físicos), alguns nem tão portáteis assim. Por conta dessa vontade de expandir os temas, praticamente removendo qualquer limite, decidi começar este blog.

Se você nunca leu o MusicApps, seria falta de educação da minha parte não me apresentar. Sou jornalista por formação, músico por paixão e completamente envolvido com tecnologia porque a vida quis assim. Toco ao vivo com a banda usando somente instrumentos virtuais, mas em casa gosto de ter por perto sintetizadores analógicos. Adoro synths, mas também toco flauta transversal. Eu leio várias vezes manuais de instrução de tudo que compro. E leio algumas os das coisas que eu não compro. Usei iPhone por anos, falo quase sempre sobre música no iOS, mas atualmente uso um smartphone Android. E ele também está começando a me irritar.

Por aqui falarei sobre música e tecnologia, mas também escreverei sobre música sem tecnologia. Vou falar muito de sintetizadores. Afinal, eles são tão legais que poderia passar a vida só falando deles. Acabo respirando tecnologia. Como parte razoável do mundo, passo meus dias cercado por computadores, tablets e smartphones. Então, obviamente estes também estarão em pauta.

Sintetizadores são legais.

Sintetizadores são legais.

E, saindo um pouco da música (e da tecnologia), por que não comentar qualquer coisa interessante (no meu ponto de vista) do cotidiano? Enfim, o que não couber no MusicApps, estará aqui. Assim como foi com o MA, não começo este blog pensando em quem irá ler. Sendo um pouco egoísta e bastante sincero, o que motiva é a vontade imensa de escrever e contar tudo que descubro e considero interessante.  Algo poderá ser útil para outras pessoas. Ou não.

O MusicApps me levou a conhecer lugares e pessoas incríveis! Quem sabe não tenho a mesma sorte por aqui! Seja bem-vindo(a)!

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